Sabe aquelas camisas masculinas que tem um
número bem grande nas costas e um pouco menor
na frente? Acho que quem usa é suspeito, apesar
de facilitar bastante a vida da mulherada na
balada:
- “Atenção para o 54, ele tem namorada”
- “O 93 é um caco, já ficou com 4 amigas minhas”
- “Nossa, dá uma olhada no 10. Não é o Kaká, mas
bate um bolão”
Enfim. Eis que um dia desses uma amiga minha
ficou com o 78. Nossa, um fofo! Já tinha feito
amizade com todas as amigas, só falou dela a
noite inteira, fez uma moral e tanto. E olha que
essa amiga não é dessas que vai pra balada para
pegar alguém! Tudo correu muito bem, até que o
cara adicionou ela no orkut e GELOU. No mínimo,
já devia ter pegado algumas das amigas em
comum... ou ainda estava pegando.
- “Olha, o negócio é o seguinte... sou um cara
sincero! Tu conhece a fulana? Pois é... Tô
pegando!”
E aí quem gelou foi a minha amiga...
Enfim. Tá todo mundo pegando todo mundo.
Afinal, seria possível esperar que um cara gatinho,
educado e trabalhador estivesse solteiro na
balada, sem pegar mais ninguém? Pelo menos no
Brasil, não.
Essa é só mais uma história que confirma a teoria
de que balada é, na verdade, o pior lugar do
mundo para encontrar gente interessante para fins
de relacionamento. Quando é que as pessoas
começarão a poupar sofrimento inútil
reconhecendo esta simples lei? O objetivo da
balada deveria ser somente um: DI-VER-SÃO. Se
você é uma daquelas pessoas que ficam frustradas
porque não pegou ninguém, fique imediatamente
feliz por ter ao menos poupado a frustração
póstuma, do cara não ligar no dia seguinte ou de
ficar sabendo que ele pega você e a torcida do
Flamengo.
E por falar em números, não somos só nós,
mulheres, que fazemos bom uso deles. Um amigo
estes dias largou o papo de que tinha pegado a
número 100 e que agora ia sossegar. Cara, de
boa, qualquer mulher decente que souber que ela
terá que ser a centésima pro cara sossegar, vai
preferir ficar sozinha. Eu deveria tratar de dar uma
luz para esta infeliz desconhecedora dos fatos,
mas estou aqui filosofando... 78, 100, 171... afinal,
quando deixaremos de ser apenas mais um
número?
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